Da Coluna de César Santos – Jornal Defato
O ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) está trabalhando em duas frentes para chegar inteiro às convenções partidárias, que acontecem daqui a três meses.
1 – Na superfície, ele percorre o Rio Grande do Norte para fortalecer o seu nome ao Governo do Estado;
2 – Nos bastidores, tenta inibir o avanço da Operação Mederi.
São duas lutas titânicas, com maior intensidade no campo jurídico, vistas como determinantes ao projeto eleitoral de Allyson.
Allyson sabe que uma eventual segunda fase da Mederi enterra a sua pré-candidatura a governador.
Uma operação de emergência está em curso.
Aliados que se apresentam como “influentes” nos tribunais e que se livraram de encrencas nas barras da Justiça, trabalham para “trancar” a ação que tem origem no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PE), ou postergar novas decisões.
Não será fácil.
O que vazou das investigações até aqui é muito grave.
Segundo a Polícia Federal, Allyson Bezerra está no “topo” do esquema criminoso que desviou recursos da saúde pública de Mossoró.
Essa afirmação está na decisão do juiz federal Rogério Fialho, que autorizou a Operação Mederi.
O nome do ex-prefeito aparece de forma direta nos diálogos interceptados pela PF como beneficiário de propina de 15% sobre os contratos pagos pela Prefeitura de Mossoró.
A Mederi é a sombra na caminhada de Allyson. Mesmo que ele se livre de novas decisões da Justiça Federal, seus adversários colocarão a operação da Polícia Federal na pauta da campanha eleitoral.






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