Em parecer apresentado em 12 de agosto, o Ministério Público Federal defendeu que a Operação Mederi permaneça sob competência do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). A manifestação foi assinada pela procuradora regional da República Acácia Soares Peixoto Suassuna e rejeita o pedido da defesa da Dismed para que o caso fosse enviado à primeira instância e as provas produzidas fossem anuladas.
Segundo a reportagem de Dinarte Assunção, do Blog do Dina, o MPF afirma que o andamento das investigações revelou “elementos veementes” relacionados a Allyson Leandro Bezerra Silva, de Mossoró, e ao prefeito de Paraú, João Evaristo Peixoto, ambos investigados no inquérito.
No caso de Allyson, o parecer faz referência a informações produzidas pela Polícia Federal a partir de escutas realizadas durante a investigação. De acordo com a reportagem, em uma conversa entre empresários da Dismed, há menção a uma divisão percentual que incluiria 15% atribuídos a uma pessoa identificada como “Allyson”. A própria PF, contudo, teria registrado que era “muito provável” que a referência fosse ao então prefeito de Mossoró. Allyson não aparece como interlocutor do diálogo citado.
O MPF também concordou com a prorrogação do inquérito por mais 90 dias, diante da necessidade de concluir perícias e analisar equipamentos eletrônicos apreendidos.
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos de empresas fornecedoras de medicamentos com municípios potiguares.





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