Racha político expõe péssimo cenário para o PT na eleição indireta da Assembleia Legislativa do RN

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A possibilidade de uma eleição indireta para o Governo do Rio Grande do Norte deixou de ser mera especulação e passou a integrar de vez o tabuleiro político estadual após o rompimento entre o vice-governador Walter Alves (MDB) e a governadora Fátima Bezerra (PT). O cenário ganha força diante da chance de a petista deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado, o que intensificou as articulações nos bastidores da Assembleia Legislativa.

Nesse contexto, ao menos dois blocos começam a se consolidar. De um lado, parlamentares alinhados ao governo Fátima Bezerra buscam um nome de consenso que assegure a continuidade administrativa e política da atual gestão. Do outro, cresce um grupo que defendem o nome do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, reunindo deputados da oposição e setores do centro político.

No campo governista, pelo menos sete deputados demonstram apoio a uma eventual candidatura do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier. Integram esse grupo Divaneide Basílio (PT), Dr. Bernardo Amorim (PSDB), Eudiane Macedo (PV), Francisco do PT (PT), Isolda Dantas (PT), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Ivanilson Oliveira (União Brasil).

Há ainda a possibilidade de o próprio deputado Francisco do PT entrar na disputa, o que poderia ampliar esse bloco para cerca de dez parlamentares, fortalecendo momentaneamente a base governista na Assembleia.

Já a candidatura de Álvaro Dias tende a agregar um número mais expressivo de deputados, que sinalizam disposição para caminhar de forma unificada. Estariam nesse grupo Adjuto Dias (MDB), Coronel Azevedo (PL), Cristiane Dantas (SDD), Dr. Kerginaldo (PL), Gustavo Carvalho (PL), Tomba Farias (PL), José Dias (PL), Taveira Júnior (União Brasil), Nelter Queiroz (PSDB), Terezinha Maia (PL), Vivaldo Costa (PV) e Ezequiel Ferreira (PSDB).

Enquanto os dois blocos se organizam, quatro parlamentares seguem indefinidos e podem ser decisivos no desfecho do processo: Galeno Torquato (PSDB), Kleber Rodrigues (PSDB), Neilton Diógenes (PP) e Hermano Morais (PV). O posicionamento desse grupo deve pesar de forma significativa caso a eleição indireta venha, de fato, a se concretizar.


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