O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), deverá oficializar sua renúncia ao cargo na próxima sexta-feira (27), com o objetivo de disputar o Governo do Rio Grande do Norte. A decisão ocorre no mesmo dia em que se completam dois meses da Operação Mederi, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos da saúde pública em sua gestão.
A operação foi deflagrada em 27 de janeiro, quando agentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do prefeito, localizada na zona leste de Mossoró. Na ocasião, foram recolhidos celulares, computadores, HDs e outros materiais.
De acordo com as investigações, Allyson Bezerra é apontado como integrante do núcleo central do suposto esquema, ao lado do vice-prefeito Marcos Bezerra (PSD), que assumirá a prefeitura após a renúncia. A Polícia Federal afirma que há indícios de que o prefeito teria se beneficiado de um percentual de 15% sobre pagamentos realizados à empresa DisMed Distribuidora de Medicamentos, com possível destinação dos recursos a campanhas eleitorais.
Com a saída do cargo, Allyson perderá o chamado foro privilegiado — mecanismo que determina instâncias específicas para julgamento de autoridades. Sem essa prerrogativa, eventuais decisões judiciais relacionadas ao caso poderão ser conduzidas pela primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, e não apenas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), sediado em Recife.






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