A governadora Fátima Bezerra pode contar com apoio de parlamentares ligados ao prefeito Allyson Bezerra em um possível acordo político que está sendo articulado nos bastidores para a eleição do mandato-tampão no Rio Grande do Norte.
As negociações envolvem diretamente a governadora Fátima Bezerra e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) e da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.
O deputado estadual Kléber Rodrigues, que deverá se filiar ao Progressistas neste sábado(14), recebeu a missão de conduzir as conversas com o PT em busca de um entendimento entre os dois grupos. Ele tem defendido publicamente a aproximação política entre as duas correntes.
Proposta em discussão
Entre os pontos debatidos está o compromisso da governadora Fátima Bezerra de apoiar Allyson Bezerra em um eventual segundo turno nas eleições, contra Álvaro Dias.
Outro item discutido nas negociações é a formação de um bloco entre deputados estaduais eleitos em outubro para garantir maioria e influência na eleição da presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte a partir de 2027.
Como contrapartida, a federação União Progressista liberaria seis votos de parlamentares para um entendimento com o governo estadual na eleição do mandato-tampão, o que ajudaria a garantir a escolha de um nome apoiado pela governadora Fátima Bezerra.
De acordo com interlocutores das negociações, o entendimento não envolveria aliança formal ou participação direta no governo, seja no atual momento ou em um eventual próximo mandato.
Nesse arranjo, parlamentares ajudariam o PT a manter o controle do governo estadual até dezembro — já que partidos como PP e União Brasil não demonstram interesse em assumir o mandato-tampão. Em contrapartida, caso o PT não avance ao segundo turno, à governadora Fátima Bezerra orientaria seu grupo a apoiar Allyson Bezerra.
Entre os seis deputados ligados ao grupo político de Allyson Bezerra, cinco são apontados como favoráveis ao acordo:
Neílton Diógenes; Kléber Rodrigues; Hermano Morais; Nélter Queiroz; e Galeno Torquato.
Com esses cinco votos somados aos oito que o governo afirma já ter garantido, o bloco chegaria aos 13 votos necessários para assegurar a eleição do sucessor de Fátima Bezerra no mandato-tampão.






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