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A crise na saúde pública do Rio Grande do Norte ganhou novo capítulo. O secretário estadual da Saúde, Alexandre Motta, terá que comparecer à Assembleia Legislativa no dia 10 de setembro para explicar a falta de insumos básicos e o corte nos investimentos, segundo informações da Tribuna do Norte.
A situação foi descrita pela Justiça como “cenário de colapso progressivo”, com déficit de R$ 141 milhões no Fundo Estadual de Saúde.Dados levantados pela ação judicial revelam que as despesas pagas em saúde caíram 68% no primeiro semestre de 2025, em comparação ao ano passado.
Em 2024, o Estado gastou R$ 988,1 milhões; já em 2025, foram apenas R$ 314,7 milhões. Deputados como Gustavo Carvalho (PL) e Tomba Farias (PL) classificaram o cenário como “alarmante” e defenderam medidas urgentes, inclusive um mutirão com apoio da sociedade para doação de insumos.
Já o vice-líder do governo, Dr. Bernardo (PSDB), reconheceu a gravidade, mas disse que o problema é nacional e fruto do subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele cobrou reajuste na tabela de repasses federais e lembrou que o RN comprovou gastos acima do teto, o que garantiu o pagamento de R$ 240 milhões extras pelo governo federal. “Já vai dar um alívio na saúde, mas ainda estamos no vermelho”, admitiu.
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