O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes utilizou, no julgamento de Débora Rodrigues dos Santos, uma suposta exclusão de mensagens de celular como fundamento para condená-la por pintar uma estátua com batom durante os atos do 8 de janeiro.
Entretanto, informações apuradas pela Polícia Federal (PF) mostram que o próprio magistrado recorreu a mensagens de visualização única, que desaparecem automaticamente ao ser lidas, ao se comunicar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que tinha ordem de prisão iminente.
No voto contra Débora, Moraes afirmou que a conduta atribuída à ré indicaria tentativa deliberada de ocultar provas. Segundo ele, o fato de não haver conversas no período investigado seria “demonstrar desprezo para com o Poder Judiciário e a ordem pública.”






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