Mensagens de Moraes podem indicar tráfico de influência e obstrução à Justiça

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Mensagens de Daniel Vorcaro reveladas em relatório da Polícia Federal levantaram entre advogados a possibilidade de crimes como obstrução à Justiça e tráfico de influência. O caso já entrou na disputa política: a oposição levou à PGR e ao STF questionamentos sobre possíveis irregularidades.Advogados ouvidos pelo blog da Júlia Duailibi apontam duas mensagens mais críticas.

A primeira, enviada no dia 15 de novembro de 2025, pergunta Vorcaro a Moraes sobre deixar o país a dois dias de operação: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.Em outra mensagem, Daniel Vorcaro pede ajuda ao ministro Alexandre de Moraes, segundo a PF, mencionando uma possível atuação junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Um dos principais obstáculos para avançar na investigação é que o relatório mostra as mensagens enviadas por Vorcaro, mas não deixa claro quais foram as respostas recebidas.Moraes não é alvo da investigação, segundo as informações disponíveis. Também não está claro se o telefone usado pelo ministro nas conversas ainda existe ou se o conteúdo poderá ser recuperado.Outro ponto que pode passar por perícia é a forma como as conversas eram registradas.

Segundo aliados de Moraes, Vorcaro fazia prints das mensagens, salvava as imagens no bloco de notas do celular e depois as enviava pelo WhatsApp em mensagens de visualização única.

A PF pode analisar os registros deixados no aparelho para tentar relacionar arquivos, datas e conversas apagadas. Essa etapa, porém, depende de uma análise técnica e pode não ser suficiente, por si só, para comprovar eventual crime.


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