Acusado de chefiar esquema de corrupção no DNIT, João Maia diz que operação da PF que investiga desvios na saúde de Mossoró foi “insignificante”

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O deputado federal João Maia, afirmou durante entrevista à Rádio 98 FM, nesta quinta-feira(12), que a operação da Polícia Federal que investiga desvios na saúde em um esquena criminoso chefiado pelo prefeito Allyson Bezerra, foi ‘insignificante’ do ponto de vista eleitoral.

O deputado não mostrou nenhuma empatia com a população assaltada pelo esquema, que aguarda na fila das unidades de saúde por um simples medicamento.

João Maia é acusado de desvios no DNIT

O deputado federal João Maia (PR/RN, na época) foi acusado e denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto envolvimento em um esquema de desvios de recursos e cobrança de propina no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Rio Grande do Norte (DNIT-RN).

Em 2017 e 2018, delações premiadas, incluindo a de Gledson Golbery de Araújo Maia (ex-chefe de engenharia do DNIT-RN e sobrinho de João Maia), apontaram que o ex-deputado era o “chefe mor” de um esquema de corrupção.

João Maia teria recebido mais de R$ 1,2 milhão em propinas relacionadas a obras na rodovia BR-101 no Rio Grande do Norte, entre 2009 e 2010.

Em 2018, o MPF e a Polícia Federal deflagraram a Operação Via Trajana, desdobramento da “Via Ápia” (2010), que teve João Maia como um dos alvos de busca e apreensão e, posteriormente, como um dos denunciados por corrupção e desvios que superaram R$ 20 milhões.

As investigações indicaram que havia um direcionamento prévio de licitações para construtoras que participavam do esquema, envolvendo o consórcio de empreiteiras como Constran, Queiroz Galvão e Construcap.


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